terça-feira, 17 de Novembro de 2009
Fazer fotografias no fundo do mar
http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1419829
quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
Do Mar às Prateleiras
O que significa “sustentável”?
Em termos simples, pesca sustentável é aquela cujas práticas podem ser mantidas indefinidamente sem com isso reduzir a capacidade das espécies alvo de manter níveis de população saudáveis e sem ter impactos negativos noutras espécies do ecossistema, ao remover as suas fontes de alimentação, prejudicar o seu ambiente físico ou capturá-las acidentalmente.
Como deve ser a pesca sustentável?
Este critério é conhecido como ‘perspectiva a partir do ecossistema’. Não faz sentido tentar manter o nível dos stocks de uma única espécie de peixe saudável se, ao mesmo tempo, forem permitidas práticas de pesca que podem danificar o seu habitat (ou de outras espécies) ou pôr em causa a fonte de alimentação desta ou de outras espécies que dela dependam. Em resumo, um ecossistema saudável é essencial para a manutenção eficaz dos recursos de peixe.
O fato de sabermos muito pouco sobre ecossistemas marinhos torna muito difícil gerir as quotas de peixe sem prejudicar o delicado balanço do ecossistema. É fundamental investigar e conhecer as complexas relações entre as espécies de um ecossistema, o modo como diferentes espécies respondem a mudanças no seu ambiente natural e os impactos negativos que as atividades humanas podem ter nestes meios sensíveis, incluse o aquecimento global.
A solução é seguir o princípio da precaução, ou seja, quanto menos sabemos, mais cuidado devemos ter em relação à quantidade peixe de uma espécie alvo que capturamos e aos métodos que usamos para capturá-la.
Ainda mais importante é a criação de reservas marinhas. As reservas marinhas são como parques nacionais no mar onde os stocks de peixes podem recuperar naturalmente. Dentro das fronteiras destas áreas não são permitidos: pesca, atividades mineiras ou descarte de lixo. As reservas marinhas são essenciais para a recuperação e proteção da vida marinha e devem ser uma medida central em qualquer planeamento administrativo. É importante lembrar que, caso sejam cometidos erros na administração de áreas onde a pesca é permitida, há melhores hipóteses de reverter os danos causados caso existam reservas marinhas saudáveis próximas da zona.
Habitats sensíveis são aqueles que incluem espécies únicas e/ou espécies particularmente vulneráveis ao impacto humano. Entre eles estão importantes áreas de reprodução, locais de desenvolvimento de peixes juvenis e áreas que contêm espécies consideradas ameaçadas. É fundamental para a sustentabilidade dos nossos recursos marinhos que estas áreas sejam fortemente protegidas dos impactos negativos da pesca.
A pesca sustentável apoia a proteção destas espécies e habitats ao cumprir todas as regulamentações aplicáveis, fornecer informações à comunidade científica e reportar problemas que surjam às entidades competentes. É ainda indispensável que os planos de administração permitam o encerrar imediato da pescaria, ou de áreas dentro da pescaria, caso sejam identificados impactos negativos.
Pescas sustentáveis retiram apenas uma pequena percentagem do stock da espécie alvo, permitindo que os stocks sejam mantidos em níveis abundantes e considerando o ecossistema no seu todo. Para os stocks que já são vítimas da pesca excessiva ou que estão “empobrecidos”, pode significar não retirar nenhum peixe, ou reduzir significativamente os níveis de captura de algumas espécies particulares até que o stock volte a atingir a níveis saudáveis. Uma pescaria tem mais hipótese de sobrevivência caso seja retirada uma pequena quantidade de stocks grandes e saudáveis, do que se retirarmos uma grande quantidade de stocks pequenos e em declínio.
É particularmente importante manter em níveis saudáveis os stocks de espécies de crescimento lento, como os tubarões e raias, porque produzem poucos juvenis; e os stocks de peixes de alimentação, como o arenque, a lula e o krill, porque, apesar de abundantes, são presas fundamentais para muitas espécies marinhas de grande dimensão e porque podem sofrer significativas flutuações nas suas populações por serem extremamente susceptíveis a impactos ambientais.
É frequente uma pesca capturar mais do que uma espécie, mas também é muito frequente as políticas administrativas centrarem-se apenas nas espécies com maior valor comercial. As atividades de pesca sustentáveis têm como alvo uma gama variada de espécies, avaliam e administram a sua relação e protegem os stocks mais vulneráveis e menos saudáveis.
As pescas sustentáveis adotam todas as precauções para apenas capturar a espécie pretendida. Este tipo de pesca opta por métodos de captura que são sustentáveis para os habitats marinhos onde operam, nunca utiliza métodos que danifiquem permanentemente o fundo marinho e evita locais de reprodução, áreas que contenham juvenis ou habitats de espécies protegidas. No caso de a captura acidental se tornar um problema para região, a pesca é imediatamente suspensa .
As cadeias alimentares nos oceanos não são lineares, pelo contrário, são redes altamente complexas. Isto siginifica que retirar uma grande quantidade de uma espécie particular pode ter consequências inesperadas noutras espécies do ecossitema. A pesca sustentável monitoriza estes impactos regularmente para evitar mudanças substanciais e prevenir que surjam problemas no ecossistema.
As alterações climáticas e a poluição têm efeitos devastadores na vida dos oceanos. Por um lado, as alterações climáticas aquecem os oceanos e alteram processos químicos importantes. Por outro, a poluição envenena e sufoca as vidas marinhas. As pescas sustentáveis trabalham para assegurar que não deixam resíduos nocivos no mar e que todo material de pesca, armazenamento e transporte das capturas é trazido para terra e reutilizado, reciclado ou reprocessado de maneira ambientalmente responsável.
É muito importante considerar os impactos da pesca nas pessoas. A pesca ilegal, não-regulamentada e não-reportada (IUU), mais conhecida por pesca pirata, é um problema enorme. A pesca pirata rouba recursos fundamentais a populações em risco e impede a administração responsável dos stocks.
As pescas sustentáveis operam sob leis e regulamentos locais, nacionais e internacionais, que incluem denunciar práticas ilegais testemunhadas durante as operações pesqueiras às autoridades relevantes e, sempre que possível, providenciar assistência financeira a nações mais pobres para que monitorizem a área e assegurarem que regulamentações e planos de administração estão a ser implementados.
As pescas sustentáveis respeitam direitos humanos e dos trabalhores, pagam salários justos e asseguram a saúde e o bem-estar dos seus empregados. Estas pescas contemplam ainda as pessoas que podem ser impactadas pela pesca nas suas águas, garantindo que os acordos para a pesca são justos, que todos os afetados, em particular as comunidades locais, têm nesta atividade uma fonte de alimentação e subsistência e são envolvidos nas decisões administrativas dos stocks de peixe.
Todos queremos comprar peixe sustentável. Mas para isso precisamos saber exatamente a origem do peixe que compramos e como foi capturado. Uma boa traçabilidade combinada com uma etiquetagem clara é fundamental para impedir que o peixe capturado de modo insustentável e ilegal chegue aos nossos mercados
Os critérios da Greenpeace para pesca sustentável são baseados no Código de Conduta para Pescarias Sustentáveis da FAO. Em 2002, na Cimeira Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, governos de todo o mundo concordaram em implementar este código de conduta com o objetivo de repor os stocks globais de peixe até 2015.
Fonte:Greenpeace Portugalsegunda-feira, 7 de Setembro de 2009
O início
O meu grande amigo Carlos Henriques acabou de me enviar esta foto que me tirou, se não estou enganado, nas Berlengas em 2004.
Foi nesse ano que comecei a fotografar debaixo de água com esta pequena camera que me foi oferecida pela maior responsável por esta paixão pela fotografia subaquática, a minha mulher, companheira, amiga... Susana Nascimento.
Não passou muito tempo mas foi percorrido um longo caminho.
quarta-feira, 2 de Setembro de 2009
Fotosub 2009 - S.Miguel Açores
Esta semana está a decorrer em S.Miguel - Açores o UPA Challenge 2009. Este grande evento desportivo na área da fotografia subaquática é organizado, em parceria, pela FPAS, Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas, o CNPD, Clube Naval de Ponta Delgada e a AAM, Associação dos Amigos do Mergulho
O evento - “UPA Challenge“ - integra três competições individuais de fotografia subaquática, o XVIII Fotosub - Campeonato de Portugal, o Open Internacional dos Açores e o Campeonato da Macaronésia.
O Fotosub 09 realizou-se nos dias 30 e 31 de Agosto e a classificação foi a seguinte:
1º - Luis Sarmento /António Raio
2º - Rui Guerra / Susana Silva
3º - Nuno Gonçalves / João Gaspar
http://www.acorianooriental.pt/desporto/view/192016/
Pois é, este vosso amigo sagrou-se Campeão de Portugal tendo ainda vencido a categoria de Ambiente e ficado em segundo na categoria de Peixes.
Não esperava chegar tão longe numa época de regresso á competição, após ter estado parado um ano, e que não tem corrido da melhor maneira no Fotodigisub.
O objectivo passou a ser o Mundial de 2011 na Turquia e é nesse sentido que vamos trabalhar para preparar o Fotosub 2010.
Fotodigisub 09 - Madeira
O mês passado aconteceu mais uma prova do Fotodigisub 09, desta vez na Madeira. Como sempre os mergulhos foram nos Reis Magos e Garajau só que em condições que eu nunca tinha experimentado na Madeira. O mar alterado e as correntes fortissimas que se fizeram sentir nos spots de mergulho fizeram com que os " skills" de mergulho tivessem tão ou mais importantes que os de fotografia.
O resto foi normal, a boa organização do Madeira Oceanus a que já estamos habituados e a boa disposição e camaradagem que reina, felizmente, no Fotodigisub.
Quero agradecer ao Pedro Monteiro que se disponibilizou a ser meu modelo nesta prova e que , pelo facto de estar habituado a estar deste lado da camera, constituíu uma mais valia importantissima na conquista deste quarto lugar.
quarta-feira, 29 de Julho de 2009
Fotosub Regional 09
Este ano não há entradas no Fotosub por avaliação de portefolios. Foram organizadas três provas regionais (Açores, Madeira e Continente) para apurar quem vai ao Nacional a realizar, em S. Miguel- Açores, nos dias 30 e 31 de Agosto. No fim de semana de 20 e 21 de Junho realizou-se o Fotosub Regional Continental em Peniche-Berlengas tendo sido os mergulhos de Sábado comuns ao Fotodigisub. Dá gosto ver toda a gente a colaborar quando não há dinheiro....
Aquilo que disse, no post anterior, relativamente á prova do Fotodigisub no Sábado aplica-se tambem a Domingo, muita suspensão e um azul esquisito. Esquisita tambem foi a classificação neste Regional pois, sendo as fotos muito semelhantes ao Fotodigisub ( duas eram iguais) e os participantes os mesmos, ficámos em em nono lugar. Isto de ser jurado é muito complicado...
De qualquer forma estamos apurados para o Nacional e lá estaremos.
Fotodigisub 09 - Peniche
Finalmente arranjei um pouco de tempo para isto. As semanas antes das férias são sempre um stress pois queremos deixar tudo ok no trabalho ( senão passam a vida a chatear) e, este ano, durante as férias obriguei-me a utilizar o menos possivel o computador e o telemóvel.
Em 20 de Junho realizou-se a terceira prova do Fotodigisub 09, desta vez nas Berlengas.
Boas condições logisticas, como é costume com a Haliotis, e o mar não estava mal embora a água tivesse muita suspensão e apresentasse uma cor azul algo leitosa.
Desta vez as coisas correram melhor e ficámos em 3ºlugar empatados com a Filomena Sá Pinto.
Deve ser administrada de modo a considerar todas as espécies de vida marinha de um ecossistema.
